学校网站 ENGLISH

Parceria Brasil-China para a seguran?a alimentar(中巴粮食安全伙伴关系)

巴西《O ESTADO DE S.PAULO (圣保罗州报) 》 2020年06月17日 报道 浏览次数:

编者按:近日,巴西国家主流媒体《圣保罗州报》对我校与巴西圣保罗大学合作出版的英文专著《中巴农业与粮食安全伙伴关系》进行了专题报道,引起广泛关注。我校校长孙其信、巴西圣保罗大学校长Agopyan受邀为专著撰写前言,巴西前农业部部长Rodrigues和我校讲席教授樊胜根为该专著作序。该著作是孙其信去年访问巴西圣保罗大学时列入两校共建“中巴农业创新中心”的年度重点工作,我校一带一路与南南合作专项给予了重点支持。《中巴农业与粮食安全伙伴关系》共十二章,我校经济管理学院郭沛教授为主编的研究团队撰写了其中六章,圣保罗大学农学院Barros教授团队撰写其余六章。专著分析了中巴农业及农业政策演变,讨论了双边关系中贸易、基础设施、投资、创新和可持续发展等重点问题,是目前中巴两国农业研究领域内容最全面的学术著作。本网对相关文渣网予以转载,以飨师生。


Parceria Brasil-China para a seguran?a alimentar

Marcos S. Jank, Pei Guo e Silvia H. G. de Miranda 

Nos anos 1970 o Brasil e a China, as maiores economias da América Latina e da ?sia, iniciaram reformas que colocaram os dois países entre os quatro maiores produtores e exportadores mundiais de produtos agropecuários e alimentos.  

Em 1978 Deng Xiaoping iniciou reformas que levaram mais de 200 milh?es de chineses a deixar a zona rural para trabalharem nas novas manufaturas do país, formando a maior classe média emergente do planeta. Isso permitiu que a agricultura chinesa se modernizasse, incorporando tecnologia, insumos modernos e escala de produ??o. Ao mesmo tempo, sabiamente o país decidiu se especializar em atividades intensivas em m?o de obra, como aquicultura (pescados) e hortifrutigranjeiros, hoje os setores mais din?micos da pauta de exporta??es agrícolas da China. Mais tarde, o impacto da chamada indústria 4.0 sobre as cadeias agroalimentares chinesas ficou evidente, levando digitaliza??o, drones, estufas flexíveis, inteligência artificial, robótica e comércio eletr?nico para o campo.  

Nesse mesmo período o Brasil descobriu a fórmula para vencer as dificuldades da produ??o agrícola em regi?es tropicais dominadas por solos pobres e pragas abundantes. A solu??o veio da combina??o de tecnologias inovadoras e agricultores capacitados que migraram para os cerrados do Centro-Norte do País, ganhando produtividade e combinando economias de escala (grandes propriedades) e de escopo (duas safras por ano, integra??o lavoura-pecuária). O Brasil especializou-se em atividades intensivas em terra e capital, a exemplo do complexo integrado de produ??o de gr?os e carnes e da produ??o eficiente de a?úcar, etanol e bioeletricidade de cana-de-a?úcar.  

As profundas transforma??es do Brasil e da China se casaram em 2000, quando a demanda explosiva por proteína animal (carnes, pescados e lácteos) da classe média emergente chinesa se encontrou com a imensa oferta de soja do cerrado brasileiro. A soja, uma planta originária da China, é a principal fonte de proteína da alimenta??o animal.  

De 2000 a 2020 as importa??es chinesas saltaram de 2% para 35% da pauta exportadora do agronegócio brasileiro, tornando a China, de longe, a principal cliente global do Brasil. O agronegócio responde por metade das exporta??es totais do Brasil para a China.  

No sentido inverso, o Brasil tornou-se o principal fornecedor de produtos agropecuários para a China, respondendo por 20% das importa??es do país asiático e ocupando o primeiro lugar nas importa??es chinesas de soja, celulose, a?úcar, algod?o e carnes bovina e avícola.  

O comércio do agronegócio decolou entre os dois países, mas muito ainda pode ser feito para ampliá-lo nos dois sentidos, aumentando volumes e diversificando e diferenciando os produtos comercializados. Mas o comércio n?o é tudo. Há imensas oportunidades para maior coopera??o entre os dois países em áreas como investimentos, infraestrutura, sustentabilidade, ciência e inova??o.  

A China poderia beneficiar-se dos conhecimentos sobre tecnologia tropical brasileira na agropecuária e em bioenergia, principalmente em etanol combustível. O Brasil poderia conectar-se à revolu??o digital, de drones e do comércio eletr?nico da China. O Brasil carece de capital e investimentos na agricultura e de melhorias na infraestrutura de apoio ao setor. Os dois países enfrentam grandes desafios no tema da sustentabilidade: o Brasil, nas quest?es ligadas a desmatamento ilegal, biodiversidade e uso da terra; a China, em temas como falta de água, degrada??o de solos, polui??o do ar e mau uso de pesticidas.  

O tema da sanidade e seguran?a do alimento tornou-se central neste momento de pandemia global. As cadeias da proteína animal dos dois países poderiam estar mais integradas, com a constru??o de uma sólida parceria estratégica de longo prazo no setor.  

Os temas acima listados fazem parte do livro Parceria Brasil-China para a Agricultura e a Seguran?a Alimentar (China-Brazil Partnership on Agriculture and Food Security), que será lan?ado na próxima semana pela Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiróz (Esalq-USP) e pela China Agricultural University (CAU), sob a nossa coordena??o.  

S?o 12 capítulos em inglês que trazem análises e perspectivas chinesas e brasileiras de 24 especialistas ligados às duas universidades. O livro analisa a evolu??o da agricultura e das políticas agrícolas nos dois países, os casos de maior sucesso internacional e uma ampla discuss?o sobre temas-chave da rela??o bilateral, como comércio, infraestrutura, investimentos, inova??o e sustentabilidade.

O lan?amento será feito por meio de um debate virtual organizado pela Esalq no dia 3 de junho às 10 horas, em seguida será posta à disposi??o a vers?o eletr?nica do livro para download gratuito. Trata-se provavelmente da mais completa obra já produzida sobre as rela??es Brasil-China no agronegócio.  

Marcos Sawaya Jank é professor de agronegócio global do Insper e titular da Cátedra Luiz de Queiroz da Esalq-USP.

Pei Guo é professor titular e ex-reitor da Faculdade de Economia e Administra??o da China Agricultural University (CAU).

Silvia H. G. de Miranda é professora associada e vice-diretora do Centro de Estudos Avan?ados em Economia Aplicada (CEPEA) da Esalq-USP.

 O ESTADO DE S.PAULO(圣保罗州报)2020年5月29日



责任编辑:刘铮
分享到:
标签:
Produced By 大汉网络 大汉版通发布系统
XML 地图 | Sitemap 地图